Numa altura em que cada vez mais estrangeiros elegem Portugal para passar férias, o arrendamento de casas a turistas está na moda. Para quem visita o país, arrendar um apartamento em vez de ir para um hotel pode representar poupanças que chegam a 50% e é também uma oportunidade para o contacto mais directo com a "vida" do destino visitado. Já para os proprietários é uma forma de rentabilizarem casas desocupadas ou que não consigam vender.

Há mesmo quem compre imóveis para os adaptar ao arrendamento temporário. Sem ser uma garantia, os vários sites que servem de montra para este tipo de arrendamento publicitam que os proprietários podem conseguir retornos acima de 10 mil euros por ano.

As mais recentes "Estatísticas de Turismo", do Instituto Nacional de Estatística, atestam a crescente popularidade deste tipo de arrendamento. Em 2013, o alojamento local - designação em que este tipo de arrendamento se insere - acolheu 10,4% dos hóspedes da totalidade do sector de alojamento em Portugal. Raul é um proprietário que decidiu apostar neste ramo, desde que há cerca de dois anos começou a arrendar a turistas um apartamento que tem no Chiado, em Lisboa. "Foi em Agosto de 2013, precisava de mudar para um espaço maior. Não queria vender o imóvel, nem alugar de forma tradicional porque acho que se perde o controlo do apartamento", explica este proprietário.

Para ajudá-lo nessa missão, o jovem recorreu a uma empresa portuguesa que faz a angariação de reservas mas que também disponibiliza serviços complementares de gestão de imóveis em arrendamentos de curta duração. O arrendamento de apartamentos para fins turísticos "é o alojamento do futuro, quer no âmbito do lazer quer, cada vez mais, na mobilidade ‘corporate'". "Em alternativa ao alojamento em estrutura hoteleira, os nossos clientes procuram conforto, autenticidade, poupando adicionalmente noutro tipo de serviços".

Os proprietários que pretendam apostar nesse ramo têm de ter em conta que não basta ter um imóvel para colocá-lo logo a "render". "Quem deseja investir neste segmento, deve estar atento à legislação em vigor, que tem vindo a evoluir". De referir que desde Novembro do ano passado as regras do alojamento local mudaram. Antes de arrendar uma casa a turistas terá de o comunicar às autoridades municipais e cumprir com alguns requisitos em termos de infra-estruturas e equipamentos e claro abrir actividade nas Finanças. A ASAE e a Autoridade Tributária são as entidades competentes pela fiscalização do arrendamento de casas para fins turísticos. Se não cumprir com os requisitos arrisca-se a coimas.

Depois deverá encarregar-se de encontrar a melhor forma de promover o seu imóvel. Aí a internet é uma ferramenta muito útil. Existe uma grande variedade de sites que funcionam como montras de casas para arrendar a turistas. Na maior parte dos casos, os proprietários que pretendam colocar o seu imóvel numa destas plataformas apenas têm de se registar, preencher um formulário e enviar fotografias. Alguns cobram um montante para publicitar os imóveis, mas noutros casos apenas é cobrada uma comissão quando se efectua uma reserva . Alguns também garantem seguros para prevenir eventuais danos ou faltas de pagamentos.

Para ter a melhor rentabilidade é necessário que o proprietário também seja um bom anfitrião. "O apartamento deve ser preparado minuciosamente, as coisas devem ser pensadas para "receber bem". No fundo é colocarmo-nos no lugar de um hóspede e responder à pergunta "O que é que queremos ter num apartamento?", salienta Raul. Este tipo de cuidados é um convite ao regresso do hóspede ou a que este dê boas indicações a outros turistas. De salientar que os sites que divulgam este tipo de arrendamento costumam ter um espaço para comentários dos hóspedes. O jovem proprietário lembra ainda que se forem os próprios a gerir o apartamento, é importante perceberem que é necessária muita flexibilidade de horários.

Fonte: Económico

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